As alterações climáticas são um tema prioritário do século XXI, e a Caixa pretende afirmar-se como parte activa da solução, através da liderança na resposta às novas exigências de uma economia de baixo carbono.
Hoje, existem evidências científicas inequívocas de alterações do clima. O 4º Relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), tornado público em Fevereiro de 2007, veio reforçar a responsabilidade humana na emissão de gases com efeito de estufa (GEE).
As consequências da mudança são cada vez mais visíveis. Em 2005, o gelo Ártico atingiu a menor dimensão desde que existem imagens de satélite e foi confirmado que 80% dos glaciares do Monte Kilimanjaro derreteram no último século. O ano 2005 registou também um número recorde de furacões e tempestades tropicais, cada vez mais violentos, como o Katrina. Esse foi um ano de viragem para a indústria seguradora, com USD 80 biliões de perdas seguradas, a nível mundial, devido a catástrofes relacionadas com eventos climáticos extremos.
As alterações do clima não são um problema exclusivamente ambiental. São também um problema económico e social. Os seus impactes fazem-se sentir na política e nos mercados, na qualidade de vida e no bem-estar. Afectam os colaboradores, os clientes e o negócio da Caixa, em Portugal e no Mundo.
Combater as alterações climáticas passa, inevitavelmente, por edificar uma economia de baixo carbono, i.e., promover um menor nível de emissões de GEE por unidade de riqueza criada. É o objectivo do Protocolo de Quioto. É o espírito das negociações do pós-Quioto [pós 2012], em cujo âmbito a União Europeia (UE) já avançou com a meta de 20% para a redução de emissões de gases com efeito de estufa, em 2020, face aos níveis de 1990, admitindo que pode subir para 30, se acompanhada neste objectivo por outros países desenvolvidos.
Foi também esta perspectiva que dominou a Cimeira do G8, em Junho de 2007, onde foi estabelecido um objectivo comum de redução das emissões em 50%, até 2050, e onde, pela primeira vez depois da assinatura do Protocolo de Quioto, em 1997, o Governo Federal dos EUA assumiu um objectivo quantificado de redução das emissões.
Esta nova realidade altera a lógica de decisão económica, impõe novas exigências de investimento, de gestão operacional e de risco aos agentes económicos, e incentiva a expansão de mercados afins, como o das energias renováveis e dos biocombustíveis. Esta é uma realidade que afecta, (in)directamente, clientes da Caixa, que necessitam de soluções financeiras novas e flexíveis.
É uma realidade que a Caixa, face à sua capacidade interna de acção e à capacidade de mobilização do mercado, reconhece como uma oportunidade e um desafio, a nível interno e para o seu negócio.
Temos uma meta até 2010. Caixa Carbono Zero.
O Planeta Agradece.